qual tipo de empréstimo tem mais cobranças indevidas

Qual crédito esconde mais cobranças abusivas?

cobranças abusivas : Qual crédito esconde mais abusividades: consignado, pessoal ou veicular? Veja o ranking completo das cobranças indevidas e saiba como reduzir suas parcelas.

 

Na hora de contratar um crédito, você olha taxa de juros, prazo e parcela. Mas tem uma pergunta que pouca gente faz antes de assinar: qual dessas modalidades esconde mais cobranças abusivas?

O consignado parece seguro porque o desconto vem direto na folha. O pessoal é prático, mas tem juros altos. O financiamento veicular envolve um bem, o que dá uma falsa sensação de controle.

A verdade é que todas as três modalidades podem conter abusividades — mas umas são muito mais propensas a isso do que outras.

Neste post, vamos comparar cada tipo de crédito, mostrar quais taxas aparecem em cada um e revelar qual modalidade lidera o ranking de cobranças indevidas. Acompanhe!

 

 Como cada modalidade funciona

Antes de comparar as abusividades, é importante entender as características de cada uma.

Crédito Consignado O desconto vem automático na folha de pagamento ou no benefício do INSS. Como o risco para o banco é baixo, as taxas também são — geralmente entre 1,5% e 2,5% ao mês. O prazo é longo, de 24 a 96 meses.

Crédito Pessoal Não exige garantia nem vinculação a nenhum bem. Por isso, o risco do banco é maior, e os juros também: ficam entre 3% e 8% ao mês. O prazo médio vai de 12 a 60 meses.

Financiamento Veicular O veículo fica alienado como garantia. As taxas são intermediárias, entre 1,5% e 3,5% ao mês. O prazo médio é de 24 a 72 meses.

 

 O que configura cobrança abusiva em cada modalidade

No Crédito Consignado:

As abusividades mais comuns são:

  • Margem consignável ultrapassada — o banco compromete mais do que os 35% permitidos por lei (5% para cartão e 30% para empréstimo)
  • Renegociação forçada — oferta de “refinanciamento” que na verdade aumenta o saldo devedor
  • Seguro prestamista embutido sem solicitação do cliente
  • Tarifas de cadastro e TAC mesmo em contratos de clientes já cadastrados
  • Deságio indevido no crédito consignado INSS, quando o valor liberado é menor que o contratado

Dado relevante: o consignado responde por cerca de 30% das reclamações no Banco Central relacionadas a descontos indevidos.

No Crédito Pessoal:

  • Juros abusivos acima da média de mercado (acima de uma vez e meia a taxa média do BACEN)
  • CET muito superior à taxa contratada
  • Seguro prestamista incluído sem autorização
  • Tarifa de cadastro e TAC cobradas em conjunto
  • Cláusulas de capitalização de juros em contratos de parcelas fixas

No Financiamento Veicular:

  • Tarifa de Avaliação de Bem (TAB) superfaturada
  • Seguro prestamista embutido sem solicitação
  • Tarifa de cadastro + TAC cobradas juntas
  • Juros abusivos com diferença significativa para a taxa média do BACEN
  • Venda casada de seguros e serviços
  • Cláusulas de busca e apreensão abusivas

 

 Comparativo: qual modalidade lidera o ranking?

Olhando para o conjunto de fatores — volume de reclamações, quantidade de taxas possíveis, jurisprudência e impacto financeiro — dá para montar um ranking bem claro.

 1º lugar — Crédito Pessoal

O campeão de abusividades. E não é por acaso.

O crédito pessoal tem menos regulação específica que as outras modalidades. Enquanto o consignado segue regras rígidas do INSS e o veicular tem a alienação fiduciária como garantia, o pessoal opera com menos amarras.

Além disso, as taxas mais altas criam mais espaço para abusos. Ou seja, quanto maior a taxa, maior a margem para embutir encargos sem que o consumidor perceba. E o público do crédito pessoal costuma ser mais vulnerável — muitas vezes é a saída de quem já está negativado, o que reduz a capacidade de barganha.

 2º lugar — Financiamento Veicular

O segundo colocado também merece atenção. Além disso, as abusividades são variadas: tarifas, seguros, juros. Mas o agravante aqui é o risco de busca e apreensão, que pressiona o consumidor a aceitar condições abusivas para não perder o veículo.

Outro ponto: muitas financeiras que operam crédito veicular têm menos supervisão que bancos tradicionais.

 3º lugar — Crédito Consignado

O consignado é a modalidade menos propensa a abusividades — mas não está imune.

O maior risco aqui é a renovação ou renegociação mal explicada. Muitos consumidores são abordados para “liberar a margem” ou “fazer um novo empréstimo para pagar o antigo”, e acabam com um contrato novo, cheio de juros e taxas, sem perceber o custo real.

Outro ponto crítico é o cartão consignado. Assim, com juros muito mais altos que o empréstimo tradicional, ele virou uma armadilha para aposentados e pensionistas.

 

Exemplo comparativo: o custo real de cada modalidade

Vamos usar um mesmo valor emprestado — R$ 20.000 em 48 meses:

Modalidade Taxa média Parcela esperada Total
Consignado 1,8% R$ 618 R$ 29.664
Pessoal 5,0% R$ 1.018 R$ 48.864
Veicular 2,2% R$ 668 R$ 32.064

Agora, com abusividades típicas (seguro embutido + tarifas + CET elevado):

Modalidade Parcela real (com abusos) Total pago Diferença
Consignado R$ 710 R$ 34.080 R$ 4.416
Pessoal R$ 1.280 R$ 61.440 R$ 12.576
Veicular R$ 810 R$ 38.880 R$ 6.816

O crédito pessoal não só tem as parcelas mais altas, como também o maior potencial de abusividade em valor absoluto. Em suma, são R$12.576 pagos a mais ao longo do contrato — dinheiro que poderia estar no seu bolso.

 

 O que observar em cada modalidade

Se você tem crédito consignado:

  • Confira o valor líquido liberado vs. o contratado
  • Verifique se há seguros embutidos na parcela
  • Desconfie de propostas de “refinanciamento” sem demonstrativo claro
  • Monitore a margem consignável (35% total, sendo 30% para empréstimo e 5% para cartão)

crédito pessoal:

  • Compare a taxa contratada com a taxa média divulgada pelo BACEN
  • Calcule o CET e compare com a taxa de juros
  • Veja se há seguro prestamista incluído sem solicitação
  • Verifique se TAC e Tarifa de Cadastro foram cobradas juntas

financiamento veicular:

  • Peça o demonstrativo detalhado com todas as tarifas
  • Verifique o valor da TAB — pesquise se está dentro da média
  • Confirme se o seguro foi contratado voluntariamente
  • Desconfie de taxas muito abaixo do mercado (podem esconder abusos futuros)

 

O que a Justiça diz

Os tribunais brasileiros têm decisões consolidadas para cada modalidade:

  • Crédito pessoal: o STJ reconhece a possibilidade de revisão de juros quando comprovada abusividade em relação à taxa média de mercado
  • Financiamento veicular: é pacífico que a cobrança simultânea de TAC e Tarifa de Cadastro é abusiva
  • Consignado: o STJ já decidiu que descontos indevidos na folha de pagamento devem ser devolvidos em dobro

Nesse sentido, a tendência é clara: o consumidor que busca a revisão tem altas chances de sucesso, independentemente da modalidade.

 

 Como a Vantage pode ajudar

Cada modalidade de crédito tem suas particularidades. Dessa forma, o que funciona para revisar um contrato de financiamento veicular pode não se aplicar a um consignado. É por isso que a análise especializada faz tanta diferença.

A Vantage Consultoria é especialista em revisão de contratos de financiamento e empréstimos nas três modalidades. Ou seja, nossa equipe analisa cada cláusula, identifica abusividades específicas do seu tipo de crédito e reduz o valor das suas parcelas em até 80%.

Além disso, já ajudamos centenas de brasileiros com contratos consignados, pessoais e veiculares a identificar cobranças indevidas e recuperar o dinheiro pago a mais.

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